Cinomose canina: Perigos e prevenção

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Você conhece ou  já ouviu falar de uma doença chamada cinomose canina? Essa é uma doença muito grave e afeta principalmente filhotes e cachorros idosos, porque estão com a  sua imunidade baixa. Além disso, essa doença ainda pode infectar cães em qualquer idade.

Os sintomas apresentados pelo vírus são fáceis de reconhecer e bem comuns. Dessa forma, a doença deve ser monitorada adequadamente, já que pode ser fatal para o seu cachorrinho.

Então, continue conosco para aprender e entender como identificar, tratar e os sinais mais comuns que esse problema apresenta.

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Foto: Reprodução

Explicação sobre a cinomose canina

Os especialistas na área explicam que essa doença é extremamente contagiosa  e ainda multissistêmica. Já que durante a sua evolução, ela pode causar muitos sintomas e também atingir o organismo como um todo.

Logo, ela também é conhecida como CDV, vinda da sigla em inglês canine distemper virus que traduzida é lida como: “vírus da cinomose canina”, essa doença é causada por um vírus da família Paramyxovirus e ainda possui um taxa de mortalidade alta, além de poder deixar inúmeras  graves sequelas.

Foto: Reprodução

Explicação sobre o contágio da cinomose canina

Por ser contagiosa, a transmissão da cinomose em cães acontece no contato de um animal saudável com um outro pet infectado e pode ocorrer de maneira direta ou até indireta. Por esse motivo, é importantíssimo evitar compartilhar itens pessoais como, bebedouro, comedouro e até brinquedos.

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Bem como, deixar um cachorrinho preso em um local fechado com outro pet já infectado é uma das principais maneiras de transmissão. Além disso, o vírus consegue sobreviver até 3 meses no ambiente. Porém, uma boa limpeza utilizando desinfetante irá destruí-lo.

Riscos da doença

Agora que entendemos sobre a cinomose canina é muito  importante saber que ela não é transmitida a humanos. Aliás, essa doença infecta somente os cachorrinhos entre todos os animais domésticos. Desta forma, não transmitindo para gatos, nem aves, roedores e nenhum outro.

Porém, essa doença também afeta outros animais da família dos canídeos, como os guaxinins e as raposas. Por esse motivo, se o seu amigo de quatro patas estiver em contato com algum desses bichinhos, é necessário redobrar a sua atenção.

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Sintomas da cinomose canina

Precisamos entender que os sintomas da cinomose são pouco específicos e que também são comuns em outras doenças. Logo, depois de ser infectado o cão pode apresentar corrimento ocular e nasal, perder o apetite, ter tosse, além de outros sintomas adversos.

Conforme os sintomas vão progredindo, eles vão variando de acordo com cada fase da doença. Porém, nem todos passam necessariamente por todas elas.

Foto: Reprodução

Primeira fase: respiratória

Nessa fase, os sintomas estão restritos à respiração. Quando não tratado corretamente, pode levar seu querido pet à próxima fase ou até à morte. Preste muita atenção aos sintomas, sendo eles: tosse seca ou com secreção, pneumonia, secreção nasal, febre aguda, secreções oculares e dificuldade respiratória.

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Segunda fase: gastrointestinal

Logo após afetar a respiração, nosso amiguinho de quatro patas passará a sentir desconforto no sistema gastrointestinal. Desde a primeira fase, seu pet já deve ter ido ao veterinário para tratar a doença. 

Então, fique atento a sintomas como: vômitos, ou diarreia tendo possíveis riscos cor de sangue, dor abdominal e a  falta de apetite contínua.

Terceira fase: neurológica

Afeta os nervos e o cãozinho pode até vir a óbito, na verdade, desde a fase anterior o paciente pode não suportar. Por esse motivo, se o seu amiguinho peludo apresentar algum desses sintomas, você deve levá-lo com extrema urgência a um veterinário. 

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Sendo os sintomas: vocalização involuntária como se estivesse sentindo dor, alteração no seu comportamento, convulsões, contrações dos músculos involuntárias, andar em círculos, movimentos como se estivesse pedalando e paralisia.

Quarta fase: cutânea

Essa é a última fase e o seu pet apresentará problemas na pele e é importantíssimo observar qualquer mudança na aparência do seu pet. 

Logo, os sintomas  principais são: pústulas abdominais, espessamento nos coxins e no focinho (hiperqueratose), conjuntivite e lesões na retina.

Diagnóstico da cinomose canina

Em virtude dos sintomas diversos, o diagnóstico  deve ser feito pelo médico-veterinário por meio de um conjunto de exames clínicos, exames laboratoriais e entrevista com o tutor.

Dessa forma temos os seguintes exames entre os mais solicitados pelos especialistas: o hemograma, o teste chamado de  ELISA que identifica anticorpos específicos e o PCR, que busca o material genético do vírus. O PCR é o exame mais eficaz para a detecção do vírus e é  feito a partir de amostras de secreções (foi possível observar sua utilização na época da covid-19 durante os testes em massa).

Tratamento para a cinomose canina

Infelizmente, ainda não há muitas alternativas para a cura da cinomose e  é baixa a porcentagem de recuperação de acordo com especialistas. 

Além disso, não existem remédios que combatam o vírus de forma direta e mesmo quando o organismo consegue vencer, as sequelas neurológicas, que são bem graves, podem levar à realização da eutanásia do animal ser a única opção viável.

O tratamento é focado principalmente no controle dos sintomas e na prevenção e combate das infecções que surgem de forma secundária. 

Existem medicamentos que podem ser passados pelo veterinário para garantir a saúde do seu amiguinho dependendo de como a  doença estará se manifestando, sendo eles: suplementos nutricionais, antibióticos, expectorantes, antitérmicos, bronco dilatadores, anticonvulsivantes, dentre outros.

Além disso, especialistas afirmam que a acupuntura também pode ser utilizada como uma forma de tratamento das sequelas neuromusculares que possam ser deixadas pela doença nos pacientes que sobrevivam.

Foto: Reprodução

Prevenção da doença

Agora que já sabemos tudo sobre essa doença e a prevenção facilita tudo, já que é bem simples. Sendo apenas necessário seguir o calendário de vacinação contra a doença, dessa forma o seu melhor amigo terá uma enorme chance de não contrair a doença.

Foto: Reprodução

Agora você irá ficar bem mais atento para seu amiguinho de quatro patas, não deixará passar o tempo da vacinação, além de realiza-la em local adequado e com o acompanhamento de um profissional qualificado, não é mesmo?!

Por fim, esperamos que tenham gostado de nosso artigo e conseguido se informar mais sobre esse vírus tão terrível.

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Deyvid Manhães é estudante de Sistemas de Informação, formado como técnico em eletrotécnica, apaixonado por tecnologia, pet, entusiasta de culinária e agora redator do Manual de Orquídea. Email: deyvidmanhaes2@gmail.com